
Lembro de uma nota publicada em um jornal de grande circulação na época da ditadura militar: "Nuvens negras no céu; o tempo fechou" ou algo assim... Eram mensagens subliminares deixadas pelos editores aos leitores mais atentos na tentativa de mostrar que estavam sob censura braba e que o mar não estava pra peixe.
Hoje, em Manaus, o tempo também fechou. Desaprovar o governo de Serafim seria votar nulo ou branco. Eu entenderia perfeitamente, mas transferir essa votação a Amazonino, é dar um tiro no próprio pé, se é que os que votaram nele entendem o que digo.
Podemos dividir esses votos em dois segmentos: os ignorantes e fascinados com o populismo de um lado; e os que esperam favores em troca do voto, de outro.
Só assim pra entender o que aconteceu.
O passado de Amazonino guarda inúmeras denúncias, que ele nega de pés juntos. Mas são tantas denúncias de improbidade administrativa que só pela desconfiança merecia um pé atrás do caro eleitor.
Ainda restaria ficarmos atentos, feitos fiscais, mas as coisas são feitas de uma maneira tal que nem sherlock holmes se atreveria a descobrir.
Segue trecho publicado nos tempos áureos de Veja, em 1997:
Homem rico -- Aos 57 anos, Amazonino Mendes é um milionário, com patrimônio estimado em 200 milhões de reais. Mas, sempre que precisa revelar sua fortuna à Justiça Eleitoral, o que vem a público é uma lista de bens de operário da Zona Franca. Daí por que no Amazonas se desconfia que o governador recorra a testas-de-ferro para comandar as suas empresas. A Capa e a Exata, duas empreiteiras do Estado, por exemplo, são de Otávio Raman, um ex-motorista de caminhão e dono da belíssima mansão onde o governador reside em Manaus. Na fita, diz-se que Raman costuma apresentar-se como sócio do governador. A Exata fechou recentemente. "A tática é essa", acusa Bomfim. "Eles criam uma empresa, colocam no nome de alguém e sonegam impostos até pedir a falência. Depois criam outra, com outro testa-de-ferro, e assim vão indo", conta.
Hoje, em Manaus, o tempo também fechou. Desaprovar o governo de Serafim seria votar nulo ou branco. Eu entenderia perfeitamente, mas transferir essa votação a Amazonino, é dar um tiro no próprio pé, se é que os que votaram nele entendem o que digo.
Podemos dividir esses votos em dois segmentos: os ignorantes e fascinados com o populismo de um lado; e os que esperam favores em troca do voto, de outro.
Só assim pra entender o que aconteceu.
O passado de Amazonino guarda inúmeras denúncias, que ele nega de pés juntos. Mas são tantas denúncias de improbidade administrativa que só pela desconfiança merecia um pé atrás do caro eleitor.
Ainda restaria ficarmos atentos, feitos fiscais, mas as coisas são feitas de uma maneira tal que nem sherlock holmes se atreveria a descobrir.
Segue trecho publicado nos tempos áureos de Veja, em 1997:
Homem rico -- Aos 57 anos, Amazonino Mendes é um milionário, com patrimônio estimado em 200 milhões de reais. Mas, sempre que precisa revelar sua fortuna à Justiça Eleitoral, o que vem a público é uma lista de bens de operário da Zona Franca. Daí por que no Amazonas se desconfia que o governador recorra a testas-de-ferro para comandar as suas empresas. A Capa e a Exata, duas empreiteiras do Estado, por exemplo, são de Otávio Raman, um ex-motorista de caminhão e dono da belíssima mansão onde o governador reside em Manaus. Na fita, diz-se que Raman costuma apresentar-se como sócio do governador. A Exata fechou recentemente. "A tática é essa", acusa Bomfim. "Eles criam uma empresa, colocam no nome de alguém e sonegam impostos até pedir a falência. Depois criam outra, com outro testa-de-ferro, e assim vão indo", conta.
Ou seja, um tiro no pé...



