Sábado quase bati o carro. Exagero, eu sei, mas fiquei alguns segundos sem respirar ao ver um outdoor com o seguinte anúncio: U2 e Bon Jovi no mesmo palco! Tropical Hotel (algo assim).
Por se tratar de outdoor, não deu pra ver mais do que se tratava, mas a promessa de U2 (iria também ver o Bon Jovi, mas não sou fã) em Manaus me deixou atônita.
Uma pena... bem no canto do outdoor, nas chamadas letras miúdas... estava lá...
COVER...
Humpf!
domingo, 28 de setembro de 2008
Cegueira
Passei alguns dias com imagens que, de vez em quando, visitavam minha mente. Eram cenas do filme “Ensaio sobre a cegueira”, adaptação de Fernando Meirelles para o livro homônimo de José Saramago.As imagens mais recorrentes, no entanto, eram as que considerei também como as mais fortes no filme porque registravam não apenas uma cena de estupro, mas também a crueldade humana. Não consigo entender a barbárie. Não consigo entender os homens. Não consigo entender aqueles que se chamam de civilizados.
Talvez o meu não-entender esteja na base da “cegueira branca” do filme, doença criada pela ficção para tentar descrever o ser humano (ou o não-humano). “Ensaio” conta a história de pessoas sem histórias, sem nomes, em uma cidade fictícia, que são vítimas de uma epidemia: a cegueira branca. Elas são confinadas em um sanatório abandonado e em condições subumanas.
Da nova vivência – somente a protagonista enxergava e fingia não ver – vão surgindo os grupos e “guerras” que tanto conhecemos: intrigas, lutas pelo poder, liderança, afetividade e a cegueira total, em todos os sentidos. Ver, não ver, não querer ver e querer ver fazem parte de nossas escolhas diárias. É preciso estar atento a elas.
Saí do cinema (uma sessão e meia porque a primeira delas houve queda de energia e não pudemos ver o final; tivemos de continuar o filme em outro cinema) com o coração pesado, confesso, mas ao mesmo tempo feliz com a realização do filme. Não li o livro e estou curiosa para lê-lo, mas é esse estranhamento (“um soco parado no ar”, no dizer de Walter Sales sobre o filme) que me faz ter certeza de que se trata de um dos melhores filmes que já vi. Vale a pena querer ver também.
* o filme não foi bem recebido pela crítica quando da apresentação em Cannes, mas do que li houve um erro ao se criar um paralelo com o filme Cidade de Deus, como se o diretor sempre recorresse a temas que enfocam a pobreza, favelização e violência. Um erro, no meu entendimento: a violência a que ele fala é de outra ordem, embora toque também no Brasil.
** Não li muito sobre as filmagens sobre Cegueira, mas tenho quase certeza de que a segunda imagem desse post foi filmada em São Paulo.
domingo, 21 de setembro de 2008
Non sense
domingo, 14 de setembro de 2008
A menina e os livros

(da série: amigas aniversariantes)
Ela entrou na sala da coordenação com um livro que emprestaria para uma outra coordenadora. Olhei pra ela e fiquei orgulhosa: uma aluna de jornalismo interessada em livros! Que bom. Ela falava de Machado deAssis, gabando-se de ter toda a coleção de livros do autor brasileiro. E fiquei ainda mais orgulhosa porque ME vi naquela menina. Ela parecia comigo, a começar pelo peso que tinha quando entrei na faculdade (há muitos e muitos anos =); os cabelos longos e o riso sempre pronto no rosto.
Larissa, Lalá ou Lilica para alguns faz aniversário neste 15 de setembro. Pois é, também é virginiana como eu, mais uma das coincidências da vida. Foi minha aluna e, depois, fez estágio comigo na Assessoria do UniNorte. Daí, não teve jeito, como a Elaíze, a Tereza e a Liege, fomos reunindo semelhanças. Ela me ajudou em momentos difíceis da coordenação e de outros até mais pessoais. Da mesma formatambém a ajudei em outros momentos de sua vida. Já me viu chorar e sorrir, ingredientes que solidificam a amizade. Também vamos ao cinema: às vezes com Bruna, a irmã dela, já que Elaíze quase nunca tem vontade de sair de casa e Marcos não assiste a filmes comerciais.
Somos tão parecidas que de vez em quando alguém vem e pergunta se somos mãe e filha. Digo sempre que acho que sim, nem que tenha sido em outra encarnação. Ou então, que ela é a mãe porque sempre tem uma receita de remédio caseiro ou um jeito de "mais velha" de chamar atenção.
Quando ainda era estudante, podia ser vista todos os sábados nas sessões do Cine-Fórum. Nem precisava de amigos para fazerem companhia. Ia pelo prazer do cinema. Também adora quadrinhos e, às vezes, acho que gostaria de entrar na página de algum HQ como uma personagem.
Enquanto isto não é possível, aproveito esse dia para lhe apresentar minha nova casa com apenas uma janela. Uma janela azul. Entre, divirta-se e faça comentários. A casa é sua, não é assim que se diz?
Parabéns pelo seu dia, que ele traga e espalhe muita saúde, amor e felicidades mil pra você.
Ela entrou na sala da coordenação com um livro que emprestaria para uma outra coordenadora. Olhei pra ela e fiquei orgulhosa: uma aluna de jornalismo interessada em livros! Que bom. Ela falava de Machado deAssis, gabando-se de ter toda a coleção de livros do autor brasileiro. E fiquei ainda mais orgulhosa porque ME vi naquela menina. Ela parecia comigo, a começar pelo peso que tinha quando entrei na faculdade (há muitos e muitos anos =); os cabelos longos e o riso sempre pronto no rosto.
Larissa, Lalá ou Lilica para alguns faz aniversário neste 15 de setembro. Pois é, também é virginiana como eu, mais uma das coincidências da vida. Foi minha aluna e, depois, fez estágio comigo na Assessoria do UniNorte. Daí, não teve jeito, como a Elaíze, a Tereza e a Liege, fomos reunindo semelhanças. Ela me ajudou em momentos difíceis da coordenação e de outros até mais pessoais. Da mesma formatambém a ajudei em outros momentos de sua vida. Já me viu chorar e sorrir, ingredientes que solidificam a amizade. Também vamos ao cinema: às vezes com Bruna, a irmã dela, já que Elaíze quase nunca tem vontade de sair de casa e Marcos não assiste a filmes comerciais.
Somos tão parecidas que de vez em quando alguém vem e pergunta se somos mãe e filha. Digo sempre que acho que sim, nem que tenha sido em outra encarnação. Ou então, que ela é a mãe porque sempre tem uma receita de remédio caseiro ou um jeito de "mais velha" de chamar atenção.
Quando ainda era estudante, podia ser vista todos os sábados nas sessões do Cine-Fórum. Nem precisava de amigos para fazerem companhia. Ia pelo prazer do cinema. Também adora quadrinhos e, às vezes, acho que gostaria de entrar na página de algum HQ como uma personagem.
Enquanto isto não é possível, aproveito esse dia para lhe apresentar minha nova casa com apenas uma janela. Uma janela azul. Entre, divirta-se e faça comentários. A casa é sua, não é assim que se diz?
Parabéns pelo seu dia, que ele traga e espalhe muita saúde, amor e felicidades mil pra você.
Bjos
* Ah... não repara na ilustração. Ainda estou engatinhando na tal da tablet... um dia chego lá;
* Ah... não repara na ilustração. Ainda estou engatinhando na tal da tablet... um dia chego lá;
Mais um pra chorar
sábado, 6 de setembro de 2008
05 de setembro
Ontem, foi o meu aniversário... mas não gosto de aniversários... Vá entender o motivo...
Só sei que ontem estava mais emotiva do que o de costume... choreei feito uma condenada... Mas só choro quando alguém vem me dar uma abraço... Sei lá... preciso de tratamento...
Só sei que ontem estava mais emotiva do que o de costume... choreei feito uma condenada... Mas só choro quando alguém vem me dar uma abraço... Sei lá... preciso de tratamento...
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