Se vocês pudessem ouvir a música que escuto ao longe...
Domingo... à tarde... música triste...
alguém tem uma gilete enferrujada por aí ... ?
domingo, 22 de junho de 2008
Paralamas...
Estávamos lá... fazia um calor imenso e as pessoas começavam a chegar aos montes para o show do Paralamas do Sucesso... Achamos um canto providencial e pudemos assistir com tranquilidade... Herbert, Bi, Barone e cia... Cantaram músicas novas, mas as antigas, como era de se esperar, estremeceram a arena. Emocionante... Ficamos perto de um grupo de pessoas bem bacanas: na verdade, eram só homens, daqueles que gostam de afirmar que fazem parte de um grupo: vestiam preto, alguns com cabelos compridos, se abraçavam, pulavam e não se cansavam de chamar o herbert de o "último poeta". Chegaram até a nos pedir desculpas se estavam incomodando... Não estavam."É Rock nacional, porra! gritavam.
Mas o bom mesmo foi poder ouvir um mundinho de gente repetindo as letras do "último poeta". Imagino que deve ser emocionante para o autor ouvir o coro de centenas de pessoas cantando suas músicas... E que músicas!
Caleidoscópio
Não é preciso apagar a luz
Eu fecho os olhos e tudo vem
Num Caleidoscópio sem lógica
Eu quase posso ouvir a tua voz
Eu sinto a tua mão a me guiar
Pela noite a caminho de casa...
Quem vai pagar as contas
Desse amor pagão
Te dar a mão
Me trazer à tona pra respirar
Vai chamar meu nome
Ou te escutar...
Me pedindo pra apagar a luz
Amanheceu é hora de dormir
Nesse nosso relógio sem órbita
Se tudo tem que terminar assim
Que pelo menos seja até o fim
Pra gente não ter nunca mais
Que terminar...
*ah... a Elaíze, pra variar, desistiu de ir, no meio do caminho... humpf!
O céu de ícaro e a música inteira
TENDO A LUA
Os Paralamas Do Sucesso
Composição: Herbert Vianna; Tet Tillett
Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim
O céu de ícaro tem mais poesia que o de galileu
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Querendo ver o mais distante e sem saber voar
Desprezando as asas que você me deu
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.
Eu hoje joguei tanta coisa fora
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.
Os Paralamas Do Sucesso
Composição: Herbert Vianna; Tet Tillett
Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim
O céu de ícaro tem mais poesia que o de galileu
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Querendo ver o mais distante e sem saber voar
Desprezando as asas que você me deu
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.
Eu hoje joguei tanta coisa fora
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.
A lua

Foi engraçado... Passei a semana com imagens, frases e músicas sobre a lua passando pelo meu caminho... Coincidência ou destino? No noticiário, no início da semana, a informação dava conta de que os astronautas agora terão uniformes na cor laranja e mais leves que os tradicionais. Fiquei imaginando um ponto laranja, lá longe na lua... Gosto muito dela... uma companhia nas noites que você consegue olhar para o alto e dizer "Salve, Jorge"...Me deu vontade de um dia pisar por lá... "Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade"... acho que é essa a frase... mas prefiro a poesia do Herbert Viana pra ela, encerrando a semana la luna:
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu...
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu...
domingo, 15 de junho de 2008
Modernidade nacional
Aí vai mais um texto indignado, mandado por e-mail. Como foi postado no blog do Rogélio Casado, não vejo problema de o tornar público neste espaço também. A autoria é do Marcelo Seráfico:
"É assombroso o volume de inverdades reunido para rejeitar um direito conquistado pelos povos indígenas e para afirmar a violência contra eles.
O Ministro, a pretexto de garantir a soberania, passa por cima de uma série de princípios outros da Constituição.
Talvez se traduzíssemos soberania como propriedade privada, conseguiríamos compreender com mais objetividade o que povoa as idéias de alguns dos guardiões da Constituição.
Para serem conseqüentes com as críticas que fazem, aqueles que se opõem à demarcação da TI Raposa Serra do Sol deveriam vir à luz e começar a defender a revisão da propriedade das grandes porções de terra, na Amazônia, de propriedade de grupos nacionais e estrangeiros. Afinal, se o o "valor de uso" que a terra tem para os indígenas põe em jogo a soberania, que dizer do "valor de troca" dela para aqueles que a usam como reserva de valor?
Se eles partissem para essa defesa, veríamos uma discussão aberta e muito interessante, na qual aqueles ocupando posições decisórias importantes no Estado poderiam expor, sem peias, quais os princípios estão, de fato, em jogo na TI Raposa Serra do Sol.
Talvez valha, ainda hoje, a observação feita por um barbudo senhor que viveu no século XIX a propósito dos eventos que levaram ao poder um certo Bonaparte. Dizia ele que num parágrafo a Constituição francesa assegurava direitos, conquistas, e no seguinte os subtraía.
Alguns ministros do Supremo, no Brasil, mais de 150 anos depois, parecem querer nos mostrar como isso acontece no curso do processo histórico.
O que fica claro, por enquanto, é que a vida dos povos indígenas, no País, pode ser medida, sem maiores problemas - morais, jurídicos, políticos - em sacas de arroz.
É dessas ironias da história: nascemos pro mundo moderno como uma mercadoria - o pau Brasil -, e os poderosos de Pindorama, guardiões da "tradição", sacam do coldre jurídico as armas necessárias à manutenção da integridade da nação, da soberania, ainda que para isso seja necessário sacrificar parte de seu povo. É a fórmula mágica: no limite, a pretensão desses que se voltam contra a TI Raposa Serra do Sol é a de provar, juridicamente, que o problema do Brasil é o povo!! Eis aí a modernidade nacional!! "
Marcelo Seráfico
"É assombroso o volume de inverdades reunido para rejeitar um direito conquistado pelos povos indígenas e para afirmar a violência contra eles.
O Ministro, a pretexto de garantir a soberania, passa por cima de uma série de princípios outros da Constituição.
Talvez se traduzíssemos soberania como propriedade privada, conseguiríamos compreender com mais objetividade o que povoa as idéias de alguns dos guardiões da Constituição.
Para serem conseqüentes com as críticas que fazem, aqueles que se opõem à demarcação da TI Raposa Serra do Sol deveriam vir à luz e começar a defender a revisão da propriedade das grandes porções de terra, na Amazônia, de propriedade de grupos nacionais e estrangeiros. Afinal, se o o "valor de uso" que a terra tem para os indígenas põe em jogo a soberania, que dizer do "valor de troca" dela para aqueles que a usam como reserva de valor?
Se eles partissem para essa defesa, veríamos uma discussão aberta e muito interessante, na qual aqueles ocupando posições decisórias importantes no Estado poderiam expor, sem peias, quais os princípios estão, de fato, em jogo na TI Raposa Serra do Sol.
Talvez valha, ainda hoje, a observação feita por um barbudo senhor que viveu no século XIX a propósito dos eventos que levaram ao poder um certo Bonaparte. Dizia ele que num parágrafo a Constituição francesa assegurava direitos, conquistas, e no seguinte os subtraía.
Alguns ministros do Supremo, no Brasil, mais de 150 anos depois, parecem querer nos mostrar como isso acontece no curso do processo histórico.
O que fica claro, por enquanto, é que a vida dos povos indígenas, no País, pode ser medida, sem maiores problemas - morais, jurídicos, políticos - em sacas de arroz.
É dessas ironias da história: nascemos pro mundo moderno como uma mercadoria - o pau Brasil -, e os poderosos de Pindorama, guardiões da "tradição", sacam do coldre jurídico as armas necessárias à manutenção da integridade da nação, da soberania, ainda que para isso seja necessário sacrificar parte de seu povo. É a fórmula mágica: no limite, a pretensão desses que se voltam contra a TI Raposa Serra do Sol é a de provar, juridicamente, que o problema do Brasil é o povo!! Eis aí a modernidade nacional!! "
Marcelo Seráfico
Perguntar não ofende...
Marcos pergunta apropriadamente:
Por que o branco quer tanta terra?
Alguém já ouviu essa pergunta por aí? Acho que nem vamos ouvir...
Ela vai ficar ecoando por aqui... ao menos...
Por que o branco quer tanta terra?
Alguém já ouviu essa pergunta por aí? Acho que nem vamos ouvir...
Ela vai ficar ecoando por aqui... ao menos...
Barbárie!
Vocês viram... todo mundo viu. Do Fantástico ao Jornal Nacional, da Veja à Isto É: o enfoque, a imagem e o conceito de selvageria, de barbárie que a mídia passou a adotar para mostrar indígenas atacando um "indefeso" engenheiro da Eletronorte.
Não venho aqui defender qualquer tipo de violência e, é por isso mesmo, que não posso aceitar sem indignação um outro tipo de violência: aquela que não nos permite ver o que, de fato, está acontecendo. A desinformação, portanto, é tão violenta quanto as ações do tipo.
Uma amiga jornalista, a Elaíze Farias, me encaminhou mensagem, alertando para a cobertura que a mídia vem fazendo... e me passou em boa hora...
Relato, assim, os fatos que todos têm direito a saber e que no meu entendimento são muito mais graves do que o episódio envolvendo o engenheiro, já que se trata da morte de adultos e até de crianças. E mais ainda não foram repetidas à exaustão... Por que será?
O que você não viu
"* No dia 05 de maio, na terra indígena Raposa Serra do Sol, 10 índios foram feridos por ocasião de um ataque com bombas e tiros de espingardas, numa ação violenta promovida por pistoleiros encapuzados a mando do prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartieiro. Apesar da
forma covarde e violenta do ataque, a maioria dos meios de comunicação tratou o episódio como se tivesse havido um confronto entre indígenas e seguranças do prefeito invasor da terra indígena.
*No Maranhão, há cerca de duas semanas, dois homens encapuzados mataram uma menina de seis anos do povo Guajajara. Em uma moto, eles invadiram a aldeia Anajá, na terra indígena Araribóia, próxima ao município de Arame. Os criminosos atiraram contra uma família que estava num centro comunitário, atingindo a menina na nuca, que morreu na hora, e deixando o irmão da mesma ferido.
* Na sexta-feira, dia 23 de maio, o fato se repetiu. Dois motoqueiros, igualmente encapuzados, abordaram um casal de indígenas Guajajara que caminhavam à beira da MA-006, sentido Balsas/Grajaú, e dispararam tiros, ferindo-os gravemente. Nos dois casos, podemos supor que os agressores estavam a serviço de invasores da terra indígena, interessados na exploração madeireira. Nada foi feito pelas autoridades federais para apurar os fatos e as notícias não entraram no rol de divulgações e de repetições televisivas incansáveis e nem foram veiculadas em jornais de grande circulação. Por que será?
* No estado do Mato Grosso do Sul, somente neste ano, foram assassinados 14 Guarani-Kaiowá.
* Em 2007, 92 indígenas foram assassinados em todo o Brasil. Muitas das vítimas lutavam pelo direito à demarcação de suas terras."
(trecho do texto assinado pelo vice-presidente do Cimi, Roberto Antonio Liebgott)
Não venho aqui defender qualquer tipo de violência e, é por isso mesmo, que não posso aceitar sem indignação um outro tipo de violência: aquela que não nos permite ver o que, de fato, está acontecendo. A desinformação, portanto, é tão violenta quanto as ações do tipo.
Uma amiga jornalista, a Elaíze Farias, me encaminhou mensagem, alertando para a cobertura que a mídia vem fazendo... e me passou em boa hora...
Relato, assim, os fatos que todos têm direito a saber e que no meu entendimento são muito mais graves do que o episódio envolvendo o engenheiro, já que se trata da morte de adultos e até de crianças. E mais ainda não foram repetidas à exaustão... Por que será?
O que você não viu
"* No dia 05 de maio, na terra indígena Raposa Serra do Sol, 10 índios foram feridos por ocasião de um ataque com bombas e tiros de espingardas, numa ação violenta promovida por pistoleiros encapuzados a mando do prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartieiro. Apesar da
forma covarde e violenta do ataque, a maioria dos meios de comunicação tratou o episódio como se tivesse havido um confronto entre indígenas e seguranças do prefeito invasor da terra indígena.
*No Maranhão, há cerca de duas semanas, dois homens encapuzados mataram uma menina de seis anos do povo Guajajara. Em uma moto, eles invadiram a aldeia Anajá, na terra indígena Araribóia, próxima ao município de Arame. Os criminosos atiraram contra uma família que estava num centro comunitário, atingindo a menina na nuca, que morreu na hora, e deixando o irmão da mesma ferido.
* Na sexta-feira, dia 23 de maio, o fato se repetiu. Dois motoqueiros, igualmente encapuzados, abordaram um casal de indígenas Guajajara que caminhavam à beira da MA-006, sentido Balsas/Grajaú, e dispararam tiros, ferindo-os gravemente. Nos dois casos, podemos supor que os agressores estavam a serviço de invasores da terra indígena, interessados na exploração madeireira. Nada foi feito pelas autoridades federais para apurar os fatos e as notícias não entraram no rol de divulgações e de repetições televisivas incansáveis e nem foram veiculadas em jornais de grande circulação. Por que será?
* No estado do Mato Grosso do Sul, somente neste ano, foram assassinados 14 Guarani-Kaiowá.
* Em 2007, 92 indígenas foram assassinados em todo o Brasil. Muitas das vítimas lutavam pelo direito à demarcação de suas terras."
(trecho do texto assinado pelo vice-presidente do Cimi, Roberto Antonio Liebgott)
sábado, 14 de junho de 2008
Música no carro... e na net...
I can´t change you... I just love you the way you are...
the way you are...
( é isso...)
the way you are...
( é isso...)
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Nem sempre diário
De volta à rotina... corre-corre... difícil passar por aqui todos os dias... mas vou tentando...
domingo, 1 de junho de 2008
Por que azul?

Destino. A idéia inicial era se chamar apenas "Uma janela", mas alguém teve a idéia primeiro... Acrescentei o azul pelos vários significados... do blue de sentimento, ao azul do céu... do azul de mil significados... ao azul geral do Penafort...
Mas em algum lugar do mundo sempre haverá uma janela azul...
primeiros escritos
Não resisti. Eis-me aqui, anunciando minha janela para qualquer lugar do mundo. Digo anunciando porque, na realidade, todo diário se traduz em uma vontade íntima de que alguém, algum dia, em algum lugar, irá ler suas palavras guardadas em um tempo e tentará lhe ver com outros olhos. Ou mesmo o autor poderá se re-ver em outro tempo, com outros olhos e outras maneiras de ver o mundo. Não sei... Será que ele será descoberto algum dia?
* A foto que abre minha janela náo poderia ser outra: Clarice Lispector, capa do livro "Aprendendo a Viver" (Rocco). Não é linda a luz que vem da janela?
* A foto que abre minha janela náo poderia ser outra: Clarice Lispector, capa do livro "Aprendendo a Viver" (Rocco). Não é linda a luz que vem da janela?
Assinar:
Postagens (Atom)