domingo, 7 de dezembro de 2008

De escorpiões e amizades

Parei pra pensar: Selma, Tereza, Marcos, dona Terezinha e Aline. O que eles têm em comum, além de me conhecerem? São todos de escorpião, o signo. Estou cercada por eles, portanto. É claro que conheço muito mais escorpianos, mas esses aí são de minha convivência diária.

Selma aniversariou no dia 06 de novembro. É minha irmã do meio, com se diz. Sempre pareceu a mais forte e segura das três filhas de dona Neusa e "seu" Wilson. E acho que é mesmo ou então o signo ajuda um pouco a ser a mais decidida... É assim que vejo.

Tem tb algumas paixões e conviccções: vôlei, poesia, Rafael Nadal e os cachorros. E foi a cena dela com um de nossos cachorros (ela não gosta que digamos nossos porque ela se acha a única dona) que me marcaram e que talvez traduza um pouquinho do que ela é: em um dia de grandes decisões, ela entra em casa com uma cadela no colo. Eu olhava pela janela. Estava desesperada, mas falava baixinho com a cadela, como se quisesse tranquilizar o animal. Foi para o fundo do quintal e colocou o drama pra família. É que, antes dessa cena, Gigi, que antes não tinha nome, foi encontrada agonizando na rua, em frente de casa. Estava muito mal. Minha mãe decidiu ajudar. Deu água, comida e um pouquinho de carinho.

A cadela se recuperou, mas ainda tinha problemas. Não sabíamos do que se tratava. Então, Selma levou a cadela ao veterinário e o diagnóstico era o de que a cadela teria de ficar em uma espécie de quarentena.

Como já tínhamos outros dois cachorros, ficamos com medo de a cadela passar o problema a todos eles. Foram dias de mais desespero. Até eu fui atrás de algum quarto pra alugar. Selma cuidaria da cadela nesse quarto. Sei que alguém ao ler esse texto vai achar loucura, porque foi assim que as pessoas me olhavam quando dizia que estava atrás de um quarto, um canto pra minha irmã cuidar da cadela. Mas quem gosta de animais sabe do que estou falando e me entende bem. É o que importa.

Não achamos o quarto, é claro. Ninguém alugaria ou emprestaria. O jeito foi dividir o quintal ao meio. Mandamos construir uma cerca e uma casinha ao fundo. Gigi ficou sendo cuidada pela Selma naquela alemanha oriental particular.

O drama daquele dia em que ela voltou do veterinário é que Gigi estava se recuperando, mas não poderia ficar muito tempo no veterinário. No entanto, ela também não poderia ficar em casa porque contaminaria os outros cachorros. Foi aí que surgiu em família a idéia de sacrificar o animal. Ninguém sabia, na realidade, se Gigi se recuperaria de fato.

- Nem pensar! Foi a minha decisão, sabendo que era isso que Selma queria ouvir (ou talvez todos ali). Disse: "Já fizemos tanto bem pra essa cadela até aqui, não podemos reverter esse bem em mal. E aí veio a história do quintal e da casinha. Gigi ficou boa e derrubou nosso muro de Berlim... Mora em casa, com a gente... E assim continuo aprendendo muito com ela.

A Tereza é a outra escorpiana que apareceu, assim nessa ordem, na minha vida. Estudamos juntas na faculdade, só não digo a quanto tempo, por motivos óbvios. Hoje trabalhamos juntas. Uma amizade que já dura muitos anos pelo respeito que temos uma pela outra. Não existe cobrança de nossa parte, aquelas cobranças que amigos fazem. Apenas somos amigas. E ela não gosta muito de se expor em blogs ou orkuts da vida... Paro por aqui, portanto sobre essa escorpiana...

O Marcos foi o terceiro escorpiano a aparecer na minha vida. Mas a história dele já contei aí embaixo. Ele nem gosta mesmo dessas histórias de astros e horóscopo.

Dona Terezinha é a mãe do Marcos. Nascida no dia 02 de novembro, no dia dos Finados, é uma pessoa maravilhosa com uma história de vida incrível. Ás vezes, ela é muito direta, sem rodeios; outras vezes, é só sentimento.

Aline surgiu bem depois. É a escopiana do dia 17. Ela tem me ensinado muitas coisas e gosto de ouvir sua opinião e comentários. Funcionamos meio como espelho uma da outra quando queremos saber se o que estamos fazendo está indo pelo caminho certo. Aline apareceu na minha vida e eu na dela por algum arranjo do destino. Descobri isso quando um dia ela virou pra mim e perguntou: "Você estava bem, ontem? É que eu fiquei com uma vontade imensa de te ligar, como se você precisasse de ajuda."E não é que eu precisava naquele ontem? De alguma maneira, ela pressentiu que eu estava down. Agora, ela aguarda o nascimento de mais um amazonense (ela é carioca) na sua vida...

E é isso.

2 comentários:

Lalá disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lalá disse...

Alguns escorpianos da tua vida também fazem parte da minha. A tua irmã quase chegou a fazer parte na época em que eu passei a estudar no IBA, mas ela não deu aula para o Ensino Médio naquele ano então nos cruzamos apenas no primeiro dia de aula para nunca mais. E assim como Gigi surgiu na tua vida, Dalila surgiu na nossa. Foi meu pai quem a trouxe após um acidente de carro que quebrou a sua bacia. Ela é uma figura... nos deu o Faísca Jr, ou JJ, como meu pai chama =)
A Tereza é outra que também conheço. Acho legal a amizade de vocês, totalmente opostas mas com um sentimento maravilhoso.
Já te falei que tenho um pouco de medo dela? Sei lá, acho que foi o impacto de quando nos conhecemos, ela não estava numa época boa...
O Marcos, bem, não o conheço muito, mas por conta dele passei a conhecer um pouco mais sobre música boa.
E a Aline, nem sei o que dizer. Quantos cafés já programamos na casa dela só pra poder bater um papo mais à vontade. Se não fosse por ela, quem me lembraria de atualizar o site??? rs
E o que achei bom nesses três anos que convivemos juntas, foi o quanto ela mudou por sua causa, o quanto ela progrediu.
E vamos fazer o bolão pra ver qual dos dois filhos vai ser jornalista!
=)